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2º Simpósio Internacional de Relações Sistêmicas da Arte – de 29 a 31 de julho, em São Paulo

 

Resultado do trabalho do Grupo de Pesquisa Territorialidade e Subjetividade: Relações Sistêmicas da Arte, vinculado ao CNPq pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAV-UFRGS), em parceria com o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP) e o
Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo (CPF Sesc), o 2º SIRSA propõe abrigar discussões que vislumbrem as reverberações éticas e estéticas das atuais configurações do sistema da arte, constituídas em meio a processos históricos amplos e complexos.

Evento transdisciplinar em essência, visa abrir o diálogo entre pesquisadores das Artes, Sociologia, Antropologia, Filosofia, Letras, Tecnologia, Ciências Política, Economia, Direito e demais áreas interessadas em pensar o tema. O Simpósio busca reunir pesquisas que tenham interesse na ampla gama de relações possíveis que permeiam o fazer artístico, sua legitimação, visibilidade, circulação e acesso.

Neste sentido, a problematização e a reflexão sobre a construção social dos valores estéticos na contemporaneidade orientam o debate proposto no 2º Simpósio Internacional de Relações Sistêmicas da Arte – o 2ºo SIRSA. Partindo de questionamentos como: é possível continuarmos falando em História da Arte e Estética se lidamos com objetos e eventos que fogem totalmente aos valores originalmente instituídos por essas disciplinas? De que modo os valores da estética clássica, que se estruturaram baseados na filosofia kantiana do sublime e do desinteresse, estão sendo revisados? A partir de que estratégias e discursos a arte contemporânea vem sendo institucionalizada e incorporada ao sistema da arte? De que modo a atuação do mercado tem reverberado nas possibilidades de legitimação de práticas artísticas emergentes? Como a prática artística, a crítica de arte e as instituições têm se reorganizado para dar conta das mudanças que ocorrem num mundo global, profundamente desigual? Como o Brasil participa desse processo internacional? Que desafios enfrenta para legitimar-se num cenário que é global e desigual?

Para tanto, propõe três eixos centrais:

1. Revendo as grandes narrativas:

Voltado para o debate dos grandes discursos da Estética e da História da Arte que se encontram em crise, bem como para as narrativas divergentes que estão sendo constituídas como alternativas de compreensão e análise do campo artístico. Aí se incluem discussões de gênero, étnico-raciais e grupos sociais e economicamente excluídos. Consideramos aqui, também, as estratégias da Crítica de Arte para responder aos desafios que emergem desse contexto;

2. Processos de legitimação e valoração:

Partindo da ideia de que aquilo que é e pode vir a ser o que entendemos por arte está em constante redefinição, este eixo se propõe a explorar as práticas envolvidas na institucionalização das produções artísticas contemporâneas. A intenção é melhor compreender como tais práticas têm sido articuladas pelos campos institucional e mercadológico, a partir da atuação de diferentes atores, tais como: curadores, colecionadores, diretores de instituições, galeristas, entre outros;

3. Um novo estético – poéticas artísticas na contemporaneidade:

Este eixo se propõe analisar, a partir da produção poética, novas dimensões do estético em articulação com a sociedade e o sistema da arte. A partir disso, pretendemos debater como dimensões políticas e sociais do regime estético tem se manifestado na arte contemporânea. Isso inclui não apenas o entrecruzamento de diferentes áreas do conhecimento, mas uma nova construção estética.

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