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O periódico Políticas Públicas & cidades está com chamada aberta para seus próximos números. A chamada engloba dossiês temáticos, resenhas de obras importantes para os estudos urbanos, resultados de pesquisas de iniciação científica, projetos e planos urbanos desenvolvidos em disciplinas de Urbanismo e Planejamento Urbano, assim como outras formas de produções acadêmicas.

Tomando o documentário “A ponte”, que trata da periferia na zona sul de São Paulo e foi produzido pelo Instituto Rukham, assistimos o convívio no cotidiano dos “homens lentos”, categoria de análise social e política elaborada pelo professor Milton Santos, ampliada por outros pesquisadores como Ana Clara Torres Ribeiro. A designação “homens lentos” refere-se aos pobres que fazem e refazem a cidade ao seu modo de ver e entender seu mundo no mundo. Sob fundamentos deste modo de ser e viver, descobrem coisas que outras classes sociais não conseguem; reivindicando, assim, seu espaço na vida sem medo de lutar, morrer, perder, e também sem a esperança de ganhar. Nesta coexistência eles são homens lentos pois aprendem a viver sob a escassez; ou seja, criam e recriam a ideia de sobrevivência na cidade com suas formas perversas em contrapartida à exclusão dos mercados formas, da cidade formal e da qualidade de vida.
No documentário vemos o rapper Mano Brown, a educadora Dagmar Garroux e o escritor Ferréz convivendo com a experiência da pobreza e a luta pela sobrevivência na periferia, na qual constroem interpretações freirianas da realidade e da existência. O rapper Mano Brown aponta um conjunto de reflexões para pensarmos a vida de adolescentes e jovens excluídos por um sistema anulador de seus direitos sociais, sobretudo no que diz respeito ao direito à cidade como habitação, espaços de lazer, espaços de encontro, espaços e paisagens que ressignificam a vida. A educadora Dagmar Garroux (Tia Gad), conduz o projeto “Casa do Zezinho” sob fundamentos freirianos desde 1994, levando em conta os conceitos filosóficos do afeto, liberdade, consciência e experiência. O escritor Ferréz, ressalta, por fim, a importância de estudarmos Paulo Freire não apenas no campo das ideias, mas de forma a viabilizar a prática educadora em todos os meios da relação sociedade e meio ambientes, ampliando seu pensamento do que seja a existência no mundo tal como ele é. Ou seja, é possível transformar a realidade urbana de nossas cidades aplicando conceitos da educação freiriana. 
Este é o desafio que o dossiê pretende trazer à comunidade acadêmica através de artigos que tragam análises, reflexões, interpretações, compreensões e relações múltiplas quanto ao comprometimento de Paulo Freire com a vida em todos os espaços – entre eles, a cidade onde as formas de dominação das consciências nos leva a pensarmos os homens lentos como peças da normalidade.

Prazo: 31 de agosto de 2019

Periódo de avaliação: 01 de setembro a 30 de novembro de 2019

Publicação: 31 de dezembro de 2019

Diretrizes para autores aqui.

nossa recomendação de leitura
Aproveitando o tema do dossiê, lembramos dos clássicos – e sempre atuais – Pedagogia do Oprimido, Educação como Prática da Liberdade e Pedagogia da Autonomia.
Se não leu, leia.
Se já leu, avalie se é hora de revisitar os títulos.

(Preparamos uma seleção Paulo Freire na Amazon)


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