Como aprender a pensar em outro idioma?

Quando começamos a estudar outro idioma, é natural que nossa mente traduza as frases ao invés de formá-las diretamente no nosso idioma alvo. O processo de pensar diretamente em inglês, espanhol ou francês, por exemplo, exige que você torne o seu vocabulário uma resposta automática.

Falar outro idioma pode ser comparado a dirigir: no início, você precisa pensar para executar os comandos que o veículo exige a fim de te levar na direção correta. Depois de muita prática, no entanto, esses comandos se tornam respostas automáticas do seu corpo. Quando você fica muito tempo sem dirigir, no entanto, ao tentar dirigir novamente você precisa se acostumar às ações outra vez – você ainda conhece os comandos, mas não os utiliza com tanta agilidade.

Ao aprender um novo idioma, inicialmente precisamos traduzir as frases – do mesmo modo que precisamos pensar antes de acionar uma marcha em um carro. Mas depois de revisitarmos (ativamente!) um vocabulário por muitas vezes, ele se torna automático na nossa cabeça. Concluindo essa analogia, quando ficamos muito tempo sem praticar um idioma, apesar de conhecermos o vocabulário, nossas respostas já não são mais tão automáticas.

Se você já estudou uma língua e não atingiu o progresso que desejava ou, ainda, se parou de praticar e perdeu o progresso que já tinha atingido, continue lendo porque temos umas dicas pra te ajudar a tornar esse segundo idioma automático (e mantê-lo no modo automático pra sempre!).

Primeiro passo: estude chunks e não palavras soltas

Chunks de linguagem são sequências de palavras faladas por nativos de um idioma e que são a forma mais apropriada e natural para expressar alguma coisa. São frases, palavras ou expressões que se repetem em uma língua e podem ser, ou não, gramaticalmente corretas.

No português, por exemplo, chunks muito conhecidos são: pois é; como assim?; fala sério; meu deus; falando nisso…; imagina!; uma vez na vida e outra na morte etc.

A maneira mais eficiente de estudar um idioma é utilizar chunks de linguagem – não só por ser um caminho rápido, mas também porque os chunks são uma garantia de que você estará se apropriando dos termos mais utilizados e aceitos pelos nativos daquele idioma.

Se você gosta de estudar ou ensinar idiomas e quer aprofundar seus conhecimentos nesse tema, sugerimos a leitura do livro Teaching Chunks of Language: from noticing to remembering, de Frank Boers e Seth Lindstromberg, e você pode encontrá-lo aqui.

Em breve, o Quero Publicar vai lançar mais materiais sobre chunks e como utilizá-los para aprender mais e mais rapidamente. Fique ligado nos nossos posts e também nas redes sociais!

Segundo passo: repetição, repetição e repetição!

O segredo para tornar um chunk conhecido em um chunk automático é muito simples e, nesse ponto do texto, acho que você já sabe sobre quem estamos falando, né? É dela mesmo… a repetição.

Apesar de ser um processo cansativo, revisitar o vocabulário aprendido é essencial para a fluência em qualquer idioma. É somente através da repetição (da prática) que nos apropriamos do nosso objeto de estudo.

Mantenha-se em contato com o idioma que você está estudando. Pode ser através de músicas, livros, filmes, séries ou qualquer outro material ou atividade que te permita praticar seu conhecimento adquirido.

Terceiro passo: estude ativamente

A fluência ou a automatização de um idioma no nosso cérebro dificilmente vai acontecer somente através da leitura. E, especialmente se tratando pensar em outra língua, é indispensável incorporar métodos ativos de estudo e aprendizagem.

Além de manter-se em contato com o idioma, é preciso praticá-lo das formas mais variadas possíveis: escrevendo, lendo, falando e ouvindo.

Estudar de maneira ativa é, basicamente, tentar. E o aprendizado acontece em ciclos de tentativa, erro, tentativa, acerto, repetição. Uma vez que você aceita esse processo e incorpora práticas variadas aos seus momentos de estudo, sua mente vai, aos poucos, naturalizando o vocabulário estudado e adotando ele como uma resposta automática e ágil.

É isso por hoje, folks!

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