Concurso para mulheres atuarem como delegadas na Polícia Civil

Ao longo da história, houveram diversos pontos em que as mulheres foram colocadas em posições inferiores ou com menos acessibilidade educacional e de oportunidades, o que as impediram de alcançar espaços políticos e sociais de relevância para prospectar suas próprias pautas.

Hoje conseguimos falar um pouco mais sobre o assunto e buscar políticas públicas de inclusão, mas, sabemos que estruturalmente ainda há muito para se modificar, afim de situações como a dupla jornada de trabalho, não as atrapalhe de realizar seus sonhos profissionais e/ou acadêmicos.

Pensando nisso, convidamos a advogada Dra. Paloma Marcelino Araújo para falar sobre sua experiência enquanto concurseira para o cargo de delegada da polícia civil.

Paloma Marcelino Araújo

Embora na área do direito seja um dos cargos mais procurados, é o que tem menos mulheres os representando.

  • Você sempre quis prestar esse concurso?

“Meu contato com o mundo dos concursos públicos começou ainda na adolescência em torno dos 14 anos, a princípio voltado para a carreira militar, a busca por fazer parte da  APMBB (Academia da Policia Militar do Barro Branco) Oficial, era algo que chamava atenção, mas ainda sem muito conhecimento sobre como funcionava as carreiras policiais.

A indecisão perdurou por um curto período, mas aos 17 anos, finalizando o ensino médio, já sabia que o foco seria a instituição da Policia Civil e que a busca seria o cargo de Delegada de Polícia. Desde então, os últimos 7 anos tem sido religiosamente voltados a realização desce objetivo.”

  • Como está sendo sua preparação para o concurso público?

“Entendo que cargos em carreira jurídica iniciem sua preparação já no ingresso ao curso de Direito, já que esse requisito é um ponto de partida para os próximos passos.

Após o termino da faculdade tentei estabelecer uma rotina de estudos mais organizada. Separo um horário para um bloco de estudo antes de sair para o trabalho, o que me obriga a acordar ás 4h00 e a noite após o retorno do trabalho busco cumprir mais um bloco de pelo menos 1h30, dividindo os horários em vídeo aulas, leitura de lei seca, informativos e questões, aos sábados e domingos busco realizar as revisões blocadas das matérias com a realização de um simulado ao final de cada mês.

A questão na preparação para qualquer cargo acredito que seja conhecer o seu método, o seu tempo e o seu limite, mas principalmente conseguir equilibrar as obrigações e necessidades.”

  • Você enquanto aluna de graduação, fez alguma opção diferenciada, visando a carreira? 

“Durante o período da faculdade não tive tanto tempo disponível para me dedicar a eventos que me permitissem uma grande aproximação da carreira, pois o trabalho e trajeto sugavam quase todos os horários. Por muito tempo me culpei e me desesperei, especificamente no ano de 2018 quando ocorreu um último concurso para DELTA/SP, enlouqueci completamente. Até entender que devemos respeitar a ordem das coisas e que naquele momento eu tinha que buscar a conclusão do curso e a aprovação na prova da Ordem. Foi o que eu fiz.”

  • A partir da posse, o que você espera como nova delegada? 

Falar sobre a futura posse é algo que causa um misto de emoções. Só nós que estamos na luta sabemos o quanto desejamos e, consequentemente, as inúmeras responsabilidades que esse evento irá nos trazer.

Sem dúvidas, hoje a carreira do delegado de polícia é ampla e muito diversificada, tendo como mesmo propósito a resolução de conflitos na área da segurança.

A figura do delegado nada mais se assemelha a imagem truculenta veiculada de maneira equivocada por anos, mas sim a técnica e inteligência. Acredito que mais do que esperar do cargo, espero da instituição, de modo que eu possa contribuir com as constantes e positivas mudanças.”

  • Se pudesse dar um recado para todos aqueles que estão se preparando para o concurso, qual seria?  

“Sonhamos muito com os cargos e parece muita pretensão imaginar como será quando chegarmos lá, mas nessa jornada solitária que o concursando percorre aprendi com uma grande inspiração Dr. Carlos Alberto da Cunha que já somos delegados, juízes, promotores e etc., e que o estudo e aprovação é apenas mais uma fase e que só não passa quem não faz prova.

Para aqueles que estão na busca de suas funcionais, sejam elas quais forem, acredito que o segredo seja a constância, entender que iremos nos cansar e devemos aprender diariamente como equilibrar essas questões. Por fim, busquem pessoas que buscam o mesmo que você, mas muita ATENÇÃO: não se compare, tampouco acredite em resultados mirabolantes, somos seres individuais e ser grato as nossas conquistas ainda que pequenas torna tudo mais acessível.

  • Deixe um recado para todos aqueles que tem se dedicado como você ao concurso! Incentive-os!

“Aos colegas de jornada, desejo disciplina e equilíbrio, que em todos os dias consiga entender que o que abdicamos agora não é nada perto do ápice do objetivo.

Lembrem-se sempre, nessa jornada quem não suporta o processo, não é digno do propósito.”

Uma figura de inspiração para a concurseira é a Dra. Raquel Kobayashi Gallinati, delagada da polícia civil e presidente do SINDESP.

Raquel Gallinati
  • Como foi o início de sua carreira? Sempre quis ser dessa área?

Eu sempre tive apreço pela área de segurança e quando decidi investir na carreira pública e estudar para concurso, minha decisão pela posição de delegada de polícia estava tomada, porque ela propicia uma carreira jurídica, que é a minha área de formação, com um retorno direto para a sociedade, através do atendimento a um setor fundamental para a população, que é a segurança. O início da carreira é muito positivo, porque os aprovados em concurso passam por uma formação excelente na Academia de Polícia Dr. Coriolano Nogueira Cobra e eu sempre trabalhei com colegas extremamente competentes e comprometidos, o que facilitou muito a minha transição da academia para o distrito policial e os meus primeiros meses de trabalho.

  • Como foi sua preparação para o concurso de delegada de polícia?

A preparação exige foco, dedicação e muito estudo. O concurso para delegado de polícia é extremamente concorrido e o candidato precisa estar 100% focado no objetivo, porque além de muitos, os candidatos são extremamente bem preparados para a prova. Além do curso preparatório fundamental para conseguir a aprovação, eu tinha uma rotina de estudos com uma programação de horários e cumpria essa rotina à risca.

  • Existe algo que os alunos, ainda em graduação, precisam focar quando querem ingressar na carreira de delegada de polícia?

“Um bom curso preparatório, ir para a prova preparado e com conhecimento jurídico sólido, e não desanimar caso não passe de primeira. É comum não passar na primeira tentativa e depois ser aprovado em mais de um concurso, podendo escolher onde trabalhar. É preciso estar atento ao calendário de todos os concursos, em todo o Brasil.”

  • Quais são as dicas da para quem está se preparando hoje para a carreira?

“Foco. Para passar em um concurso dessa magnitude, é preciso abdicar de outras coisas, especialmente durante o período de preparação. Saber que a aprovação exige esforço, mas que vale muito a pena quando você vê seu nome entre os aprovados.”

  • A partir da posse, o que deve esperar a nova delegada?

“Um trabalho gratificante, desafiador e fundamental para a sociedade, mas também com alguns dissabores, principalmente em São Paulo, onde a carreira pública, em especial da Polícia Civil, vem sendo sistematicamente desvalorizada pelo Governo do Estado”

  • Qual a maior dificuldade enfrentada pelos delegados atualmente?

“Em São Paulo, com certeza o desmonte da Polícia Civil, que hoje tem um deficit de quase 14 mil policiais, o que representa um terço do total. Isso obriga os policiais a trabalharem cobrindo as funções de 3 pessoas. Aliado a isso, temos falta de equipamentos, viaturas e delegacias em péssimo estado de conservação e o pior salário do Brasil entre as polícias de todos os estados. Mesmo assim, a Polícia Civil de São Paulo é a melhor da América Latina, pelo valor de seus integrantes.”

  • Como é ser a primeira delegada mulher do sindicato?

“Ser a primeira presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo é um desafio e uma honra. Desafio porque representamos todos os delegados paulistas em uma estrutura de polícia que ainda é dominada pelos homens. Hoje, as mulheres são um quarto da Polícia Civil. Mas preciso ser justa, porque recebi o apoio incondicional da grande maioria dos delegados para ocupar este cargo. E honra porque estamos abrindo espaços que as mulheres antes não ocupavam. Hoje, por exemplo, no meu segundo mandato como presidente, conseguimos equilibrar a diretoria e metade dos cargos são ocupados por mulheres.”

  • Como mulher enfrentou alguma dificuldade de ascensão ou visibilidade na corporação?

Diretamente não, mas o machismo sempre existe, especialmente em uma instituição masculina como a polícia. Mas eu e as delegadas mulheres estamos nos posicionando cada vez mais e firmando a posição feminina na polícia, inclusive em cargos de comando e posições estratégicas dentro da estrutura da Segurança Pública de São Paulo.”

Por fim, a delegada Raquel Gallinati deixou dois recados.

A todos as concurseiros ela espera que ajam como “Muito foco, planejamento e persistência. Quem realmente se dedica e estuda corretamente, mais cedo ou mais tarde atinge o objetivo!”.

Para a Dra. Paloma Araújo, em especial, o votos são para que ela “(…) mulher, que está se preparando para concurso público, não desista. A força feminina é fundamental para o serviço público, especialmente na segurança, onde a mulher ainda precisa ocupar mais espaços.

E aí? Curtiu esse post?
Como anda a visibilidade feminina na sua carreira e/ou área de atuação? Comente!

ALFABANTU: Educando a negritude reconectando-as às suas ancestralidades

Você já conheçe o projeto “ALFABANTU”?
Ele começou quando Odara Dèlé e Edson Pereira desenvolveram um aplicativo ~ super interativo ~, com o intuito de ensinar a crianças de 05 a 08 anos o idioma kimbundu.

A lingua kimbundu é natural da Angola, país africano. Falada por três milhões de pessoas, segundo o próprio aplicativo, parte desse povo está no Brasil. Portanto, nada melhor do que conhecer um pouco mais sobre esse projeto.

A ideia dos criadores foi iniciar a aproximação da primeira infância com a cultura afro, reconectando-as a suas ancestralidades, ajudando-as a construir suas identidades. Por isso, utilizaram a linguagem como meio propulsor desse desenvolvimento.

“(…) as crianças precisam pensar na relação com a sociedade a partir da diversidade. Assim construir a autonomia, empatia e – principalmente para crianças negras – a auto estima.”

Odara Dèlé, em entrevista para nosso BLOG no dia 21 de junho de 2020.

Com o tempo, Odara continuou o projeto e o ampliou.

Dentro da sala de aula, a empreendedora passou a usar o aplicativo como forma lúdica de elucidação, mas também de maneira expositiva segue falando da história e a diversidade do continente africano, contribuindo com suas experiências acadêmicas e pessoais (obtidas em viagens para lá).

O projeto conta, ainda, com a publicação do livro Lukenya: E seu poder poderoso que nas palavras da autora é essencial, pois, “(…) traz perspectivas importantes para as crianças, como a existência de diversas infâncias (que devem ser respeitadas) e o autoconhecimento.”. A expectativa é que futuramente haja o lançamento de outros títulos.

ALFABANTU conta, por fim, com o apoio dos seguidores no instagram @alfabantu e com a prefeitura de São Paulo.

E aí, gostaram ?
Conhecem outros aplicativos ou plataformas do gênero?
Comentem!

alô, alô graduando em Direito: vai fazer Exame da OAB? esse post é para você!

Eu, Camila Andrade, tenho recebido muitas mensagens de colegas, ex-colegas e conhecidos, pedindo sugestões de cursinhos para preparação para a prova da OAB. Minha resposta? Nenhum!

Em média, as instituições de ensino – conhecidas no meio dos acadêmicos de direito como “cursinhos para passar na OAB” – têm faturado, por aluno, o valor de R$800,00 (no mínimo) para lhes “garantir a aprovação”.

Entretanto, a verdade é que, embora existam cursos e professores extremamente qualificados, que conhecem as especificidades da prova, somente os próprios alunos podem garantir o resultado que os cursinhos prometem: a aprovação.

Essa colocação parece óbvia, mas… nem todas as instituições expõem/deixam claro para os alunos que o conteúdo apresentado em aula é o básico, e para a aprovação há a necessidade, sim, da continuação dos estudos de maneira aprofundada, em casa.


Por isso, acredito que, com as dicas (a seguir), é possível conseguir a aprovação no Exame

Dica 1 – ou: primeiro passo

O aluno deve pegar as três últimas provas do exame de Ordem (da banca atual) e fazê-la – como um simulado.

Atenção! As provas precisam ser feitas, sem estudo, sem consulta, com “chutes” e “achismos”.

Terminando as provas, o acadêmico poderá corrigir e balancear erros e acertos, a fim de identificar qual foi a matéria que mais apresentou dificuldades, quais são os conteúdos mais complexos e, é claro, sentir o que a banca costuma cobrar (na FGV, normalmente, é a lei seca).
Além disso, poderá ter uma base de qual seria sua nota se fosse o exame da aprovação.

Ah… sim… a prova precisa ser feita no tempo da prova. Também para servir como treino de resistência!


Dica 2 – ou: segundo passo

Depois de fazer as últimas 3 provas, liste em uma folha, no word, no exel… enfim… TODAS as matérias que a OAB cobra em seu Exame, relacionando com o número de questões.
Pense em quanto tempo tem disponível para estudar, e monte um plano de estudos inteligente, que destine mais atenção às matérias que têm maior número de questões e aquelas em que houve identificação de dificuldade/necessidade de oxigenar conceitos.

(Caso não se sinta seguro para confeccionar seu próprio cronograma de estudos, entre em contato conosco, pois podemos ajudar! Nosso e-mail é projetoeuqueropublicar@gmail.com)

Com um cronograma bem elaborado, o estudo fica mais simples e satisfatório, ajudando na absorção de conteúdo e no sentimento de evolução.


Dica 3 – ou: terceiro passo

Cronograma feito, é hora de arregaçar as mangas e estudar!
Para tanto, indico o livro “OAB esquematizado – 1ª fase – Volume único” organizado pelo Pedro Lenza. Essa obra comporta um resumo de todas as matérias e os pontos de lei que o aluno deve focar para se preparar para o exame.

Para complementar o conteúdo, vale mencionar que, no Youtube, existem diversas aulas disponibilizadas gratuitamente. Apenas tome cuidado para acessar vídeos recentes…

Quanto ao estudo da legislação seca, recomendo que, nessa fase, o faça pelo site do Planalto, onde as leis estão SEMPRE atualizadas.
Não há a necessidade de comprar um Vade Mecum para se preparar para a primeira fase, pois, segundo o edital, não será possível o apoio de nenhum material na realização da prova. Por isso, economize, e compre um específico apenas na segunda fase.

O importante é estudar/revisar e criar um caderno – coisa que recomendo vivamente. Afinal, já foi comprovado cientificamente que anotar ajuda a memorizar!


Dica 4 – ou: quarto passo

Aqui, o aluno terá estudado um pouco mais sobre o assunto e deverá colocar em prática o conteúdo. Como? Resolvendo questões!

 As questões podem ser praticadas durante o estudo (terceiro passo) – e depois em simulados. O importante é sempre praticar.

Para praticar, se você tem pouco tempo diário de estudo, recomendo o aplicativo OAB de Bolso. Nele, você pode testar seus conhecimentos sempre que tiver um intervalinho. Para quem tem tempo e pode gastar um pouquinho, tem um livro muito legal, o “Como passar na OAB 1ª fase – 5.000 questões comentadas” que é de grande ajuda para se desenvolver na resolução de questões.

Ah… e tem um blog conhecido do Examinando, o “Blog Exame de Ordem”, que sempre disponibiliza simulados gratuitos.

Dica 5 – ou: quinto passo

Aqui, estamos nos dias que antecedem o Exame. Por favor! Uns três dias antes da prova não é momento para surtar e nem estudar!

O que você, aluno, tinha que estudar, estudou até esse limite.

Agora, curta a família e os amigos, veja filmes e séries, jogue vídeo-game, leia um livro, brinque com seu cachorro ou gato, mas… em hipótese alguma: pegue em livros preparatórios.

É que tentar estudar um pouco mais poderá te deixar ansioso, com a sensação de que esqueceu de todo o conteúdo, de que não lembra ou não aprendeu nada. E se isso acontecer, existem grandes chances de você ficar muito tenso no momento do exame.

Grande parte dos alunos reprovados têm muito conhecimento teórico e técnico, mas o nervoso e a ansiedade atrapalham demasiadamente na realização do exame.

Se você estudar e chegar até o fim do seu objetivo, realizando todas essas etapas, a prova será uma consequência.

Por fim e não menos importante: faça a prova por você! Tire do seu ombro qualquer expectativa de professores, amigos e familiares, porque eles são apenas sua torcida. Nada mais.

Você é capaz! Vai conseguir!

Se essas dicas te ajudaram, comente aí.

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Cursos gratuitos – e certificados – de extensão profissional

Em meio a pandemia, diversas instituições de ensino têm sido solidárias no que tange a disponibilização gratuita de conteúdos para o público. Uma delas foi o Meu Curso que, recentemente, liberou para o público o acesso gratuito de três cursos de extensão profissional. São eles:

    • Processo civil, direito de família e consumidor;
    • Previdenciário e trabalhista, e
    • Penal e direito da mulher.

Se você se interessou, clique aqui e faça sua inscrição. As aulas já começaram!

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Livros para pensarmos raça, vulnerabilidades e feminismos

Em meio a explosão midiática de casos de racismo, tornou-se perceptível a necessidade de estudarmos mais sobre o tema. Afinal, para combater, é preciso conhecer!

Assim, preparamos uma lista de obras escritas por mulheres negras brasileira – que vão da filosofia à literatura – , para ajudá-lo a pensar as mais diversas questões ligadas a raça em nosso país. Esperamos que inspire-se!

Quem tem medo do feminismo negro, de Djamila Ribeiro

“Um livro essencial e urgente, pois enquanto mulheres negras seguirem sendo alvo de constantes ataques, a humanidade toda corre perigo.
Quem tem medo do feminismo negro? reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista Carta Capital , entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de “silenciamento”, processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação. Foi apenas no final da adolescência, ao trabalhar na Casa de Cultura da Mulher Negra, que Djamila entrou em contato com autoras que a fizeram ter orgulho de suas raízes e não mais querer se manter invisível. Desde então, o diálogo com autoras como Chimamanda Ngozi Adichie, bell hooks, Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison e Conceição Evaristo é uma constante.
Muitos textos reagem a situações do cotidiano — o aumento da intolerância às religiões de matriz africana; os ataques a celebridades como Maju ou Serena Williams – a partir das quais Djamila destrincha conceitos como empoderamento feminino ou interseccionalidade. Ela também aborda temas como os limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro nos Estados Unidos e no Brasil, além de discutir a obra de autoras de referência para o feminismo, como Simone de Beauvoir.”

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Interseccionalidade, de Carla Akotirene

A intenção da coleção Feminismos Plurais é trazer para o grande público questões importantes referentes aos mais diversos feminismos de forma didática e acessível. Neste volume, a autora Carla Akotirene discute o conceito de interseccionalidade como forma de abarcar as interseções a que está submetida uma pessoa, em especial a mulher negra. O termo define um posicionamento do feminismo negro frente às opressões da nossa sociedade cisheteropatriarcal branca, desfazendo a ideia de um feminismo global e hegemônico como diretriz única para definir as pautas de luta e resistência. 

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Lugar de fala, de Djamila Ribeiro

Com o objetivo de desmistificar o conceito de lugar de fala, Djamila Ribeiro contextualiza o indivíduo tido como universal numa sociedade cisheteropatriarcal eurocentrada, para que seja possível identificarmos as diversas vivências específicas e, assim, diferenciar os discursos de acordo com a posição social de onde se fala. 

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Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil, de Sueli Carneiro

Entre 2001 e 2010, a ativista e feminista negra Sueli Carneiro produziu inúmeros artigos publicados na imprensa brasileira. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil reúne, pela primeira vez, os melhores textos desse período. Neles, a autora nos convida a refletir criticamente a sociedade brasileira, explicitando de forma contundente como o racismo e o sexismo têm estruturado as relações sociais, políticas e de gênero.

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Retratos do Brasil Negro, de Lélia Gonzales

Obra que versa sobre a trajetória de vida, a produção intelectual e o ativismo político de uma das maiores lideranças do movimento negro brasileiro do século XX. Através da biografia de Gonzalez, os autores deixam entrever o processo de abertura democrática, revelando ainda a construção de identidade coletiva de segmentos excluídos da política nacional, notadamente os negros e as mulheres. Esta obra faz parte da Coleção Retratos do Brasil Negro, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora e consultora da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. 

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Quando me descobri negra, de Bianca Santana

“Tenho 30 anos, mas sou negra há dez. Antes, era morena.” É com essa afirmação que Bianca Santana inicia uma série de relatos sobre experiências pessoais ou ouvidas de outras mulheres e homens negros. Com uma escrita ágil e visceral, denuncia com lucidez – e sem as armadilhas do discurso do ódio – nosso racismo velado de cada dia, bem brasileiro, de alisamentos no cabelo, opressão policial e profissões subjugadas.
“Quando me descobri negra fala com sutileza e firmeza de um processo de descoberta inicialmente doloroso e depois libertador. Bianca Santana, através da experiência de si, consegue desvelar um processo contínuo de rompimento de imposições sobre a negritude, de desconstrução de muros colocados à força que impedem um olhar positivo sobre si. Caminhos que aos poucos revelam novas camadas, de um ser ressignificado. Considero este livro um presente, é algo para se ter sempre às mãos e ir sendo revisitado. Bianca, ao falar de si, fala de nós.” – Djamila Ribeiro, colunista da Carta Capital, pesquisadora na área de filosofia política e feminista.”Escritos romantizados, tristes e fortes, delicados e agudos, de uma dura e naturalizada realidade que se reinventa em vermelho e cinza a cada dia nas periferias, mas também nos espaços de classe média universitária ou médica, ou ainda nos voos São Paulo-Paris.” – Douglas Belchior, militante do movimento negro e conselheiro da UNEafro-Brasil.

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Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus

O diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus deu origem à este livro, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. A linguagem simples, mas contundente, comove o leitor pelo realismo e pelo olhar sensível na hora de contar o que viu, viveu e sentiu nos anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com três filhos.

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Olhos D’Água, de Conceição Evaristo

Em Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida? Elas diferem em idade e em conjunturas de experiências, mas compartilham da mesma vida de ferro, equilibrando-se na “frágil vara” que, lemos no conto “O Cooper de Cida”, é a “corda bamba do tempo”. Em Olhos d’água estão presentes mães, muitas mães. E também filhas, avós, amantes, homens e mulheres – todos evocados em seus vínculos e dilemas sociais, sexuais, existenciais, numa pluralidade e vulnerabilidade que constituem a humana condição. Sem quaisquer idealizações, são aqui recriadas com firmeza e talento as duras condições enfrentadas pela comunidade afro-brasileira.

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Eu, empregada doméstica – a senzala moderna é o quartinho da empregada, de Preta-Rara

“As trabalhadoras domésticas nunca desejaram ser domésticas, mas por falta de opção honraram essa profissão e desempenharam ótimo trabalho que quase sempre não são reconhecidos. Estamos na luta por dias melhores de garantir nossos direitos trabalhistas até sermos respeitadas dentro do nosso local de trabalho, em busca de relações trabalhista no qual humanizam nossa existência. Relembrar minhas dores e vivenciar as dores das trabalhadoras em cada relato que leio diariamente é um dolorido profundo, porém necessário fazer a nossa voz ecoar. Mulheres trabalhadoras domésticas desse Brasil, foi tão difícil chegar até aqui, quantas de nós perdemos a vida dedicando a nossa existência em prol de pessoas que querem somente a nossa força de trabalho. Existimos e resistiremos cobrando nossos direitos. Grande abraço a todas as domésticas do Brasil. Força na luta ainda chegará um dia que nosso trabalho será reconhecido e assim o quartinho da doméstica deixará de ser a senzala moderna. “

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