Que tal pesquisar/estudar fora do Brasil?

Ei, você já pensou em fazer pesquisa ou a estudar fora do Brasil?

Para ajudá-lo, o Quero Publicar preparou uma lista com os endereços eletrônicos de diversos órgãos de financiamento -governamentais, ou não – que fornecem bolsas. E, também, dicas rápidas para que, quando se deparar com uma oportunidade interessante, já tenha “meio caminho andado”.

Maaaas, antes de tudo: fique atente! Cada oportunidade conta com a sua própria normativa…

Preste atenção no idioma exigido, nas áreas do conhecimento contempladas e na cobertura do auxílio oferecido. É que algumas oportunidades dão conta apenas da bolsa, enquanto que outras, além da bolsa, arcam com a anuidade/inscrição, com passagens até o destino e, algumas delas, até pagam auxílio família e reembolsam as despesas com a obtenção do visto.

Dicas

  1. Estude a língua inglesa.
    Na maioria das oportunidades, o inglês é o idioma oficial e é preciso dominá-lo.
  2. Mantenha o seu Lattes atualizado! [E tenha uma cópia de segurança!]
    Afinal, ele é tão detalhado que, mesmo não sendo o padrão para qualquer seleção fora do Brasil, as informações e a sua lógica ajudam a preparar um bom CV – em qualquer padrão!
    E fica a sugestão de submeter a versão em inglês do Lattes como material complementar a sua candidatura.
    [Querendo saber mais sobre o Lattes e, também, para conhecer os modelos de CV mais exigidos fora do país, registre o seu interesse para a nossa próxima oficina sobre o tema, aqui: https://forms.gle/qcoYVY36GhvU6o1c9 ]
  3. Tenha o seu CV em outras plataformas. Como já destacamos em post anterior, O Lattes não basta.

Oportunidades, enfim

Já que as bolsas CNPq andam escassas e o Ciência sem Fronteiras acabou, o negócio é olhar lá pra fora, diretamente, e acompanhar o que algumas das mais renomadas organizações de fomento tem a oferecer.

Fulbright – EUA

Para aqueles que desejam fazer a sua pós graduação nos EUA, existe a prestigiosa e excelente bolsa Fulbright. Desde 1957, quase 5000 bolsas foram destinadas a Brasileiros.

O programa Fullbright permite que pesquisadores de diversos países desenvolvam parte da sua pesquisa – ou toda ela – nas melhores Instituições de ensino dos EUA. E veja que legal:

  • São aceitas candidaturas para todas áreas do conhecimento, especialmente para doutoramento e pós-doutoramento;
  • A bolsa inclui, salário, passagens, anuidade e ajuda de custo para material escolar.

MEXT – Japão

O Japão, através do seu Ministério de Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia (MEXT), financia bolsas de estudo para estrangeiros que desejam cursar parte – ou a totalidade – da graduação – ou da pós -, naquele país. Eles aceitam candidaturas em todas áreas do conhecimento, mas o foco é maior para as tecnológicas. Para candidatar-se, o candidato deve ter um bom nível de inglês e estar disposto a aprender japonês, pois a bolsa inclui um curso dessa língua.

DAAD – Alemanha

A Deutscher Akademischer Austauschdienst (Organização Alemã para Intercâmbio Acadêmico) fornece, anualmente, bolsas de 12 a 42 meses de duração para a realização de estudos nas universidades credenciadas no programa. É possível encontrar bolsas para mestrado e doutorado e, para concorrer, o candidato ou a candidata deve ter, no mínimo, 2 anos de experiência no mercado. Importante: são aceitas candidaturas em qualquer área do conhecimento.

Pierre Elliott Trudeau Foundation Doctoral Scholarships – Canadá

A Fundação Pierre Elliott Trudeau fornece bolsas de estudo para doutorandos na área de ciências humanas e ciências sociais. Requisitos:

  • O candidato deve ter sido aceito em um doutoramento no Canadá;
  • O tema de pesquisa precisa estar alinhado com uma ou mais das seguintes áreas:
    • Direitos Humanos e Dignidade;
    • Cidadania Responsável;
    • Canadá e o mundo;
    • Seres humanos e o meio ambiente.

Swiss Government Excellence Scholarships – Suiça

O governo suíço promove, anualmente, a seleção de bolsistas de vários países para que desenvolvam seus mestrados ou doutorados em alguma das instituições de seus cantões. É possível encontrar:

  • Bolsas de mestrado e doutorado em todas áreas do conhecimento;
  • Bolsas específicas para desenvolvimento de mestrado e doutorado em artes.

Marie Skladowska-Curie Actions – Europa

A União Europeia, por meio do programa Horizon Europe, fornece uma miríade de oportunidades de financiamento. Dentre elas, existe a Marie Skladowska-Curie Actions (MSCA). Esta bolsa é muito prestigiada – por aqui e além. Ela permite que os bolsistas tenham a oportunidade de desenvolver as suas pesquisas na academia e na indústria.

  • Bolsa de doutorado e pos-doutoramento;
  • 36 meses doutoramento e 12 a 24 meses pos-doutorado;
  • Universidade na Europa com estágio de no mínimo 6 meses em outra instituição de ensino pelo mundo ou na indústria.

E aí, entusiasmados para fazerem as malas e embarcarem para uma oportunidade fora do país?

Fique ligado nos sites dos programas e, também, no nosso blog ;D

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Gerenciadores de referências

Neste post, apresentaremos uma solução para dar fim a uma das maiores dificuldades que enfrentamos quando escrevemos um texto científico: gerenciar as referências.

A batalha pela formatação

Garantir que todas as referências estejam devidamente citadas, e fazer a lista bibliográfica é um tormento! Tormento que aflige a todos, pesquisadores, em algum momento.

É que cada veículo – seja ele revista ou universidade -, tem um padrão de estilo para as citações e para a bibliografia. Costumeiramente, usamos a ABNT, contudo essa forma apenas é valida no Brasil, e quase exclusivamente exigida por Instituições de ensino, não por periódicos.

Gerenciar as referências torna-se ainda mais problemático quando trabalhamos em grupo (de verdade, tá? não quando só um faz e coloca o nome dos demais), e cada autor inclui uma ou mais referências no pedaço que contribui para o trabalho.

Assim, sem o devido cuidado, ajustar a formatação torna-se um problemão!

Conferir se todas as referências estão realmente citadas e, por fim, gerar e atualizar as referências, pode ser uma verdadeira batalha (contra o tempo, o texto e com sua própria paciência ;D).

Para facilitar o seu trabalho, trago uma boa notícia: existem diversos softwares desenhados especificamente para gerenciar referências…. gratuitos, pagos, de código aberto ou não, com funcionalidade de nuvem, compatíveis com smartphones etc.

Desses softwares, os que considero mais amigáveis são o Mendeley e o Zotero.

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Softwares de gerenciamento de referências

Mendeley

O Mendeley foi criado em 2008, no Reino Unido, e seu nome homenageia dois grandes pesquisadores, Gregor Mendel – biólogo, e Dmitri Mendeleyev – químico. Ele é gratuito e, hoje, o software é propriedade da Elsevier.

Como usar?

O usuário deve realizar um cadastro e, em seguida, baixar o aplicativo no PC (ou sua versão mobile). Feito isso, adicionar uma extensão no seu navegador de preferência, pra facilitar maaaais ainda.

Versão (do meu) Desktop

Os artigos que você selecionou para estudar ficam na “my library”, podendo serem subclassificados por pastas. [Eu classifico por área do conhecimento quando estou lendo e ,quando vou escrever o artigo, crio uma pasta exclusiva para ele e transfiro todo o referencial necessário para ela.]

No centro da imagem que colei acima, que corresponde ao meu banco de referências no Mendeley, tem a lista de todos arquivos, divididos em colunas por autor, título, ano, fonte (se periódico, norma técnica ou livro) e added, ou seja, quando o arquivo foi adicionado na biblioteca.

Atenção

É importante ressaltar que não importa o nome que você deu para o arquivo ao salvar no PC, pois o Mendeley extrai os metadados e completa a tabela por você.

Na terceira parte da tela fica uma visualizacao rápida do arquivo com os metadados extraidos, as suas anotações e o que esta compõem o artigo.

Seja qual das versões utilizar, todas as suas referências ficarão salvas na nuvem. Dessa forma, caso utilize mais de uma, elas estarão sempre sincronizadas, permitindo assim que o usuário possa trocar de computador sem que perca nenhuma das referências.

O Mendely tem a capacidade de extrair os metadados dos arquivos (PDF) que você baixar. E como o aplicativo tem um leitor de PDF embutido, é possível fazer anotações e fichamentos no arquivo. Ah… ele também tem um plugin para o navegador, permitindo extrair os metadados dos artigos sem precisar baixá-los. Veja ele ativo nesta imagem:

plugin ativo no (meu) firefox

Contudo, a funcionalidade mais interessante é o seu plugin para o word, pois ela permite citar, atualizar e gerar a lista bibliográfica de forma extremamente simples.

Plugin do (meu) word

ZOTERO

O Zotero foi desenvolvido pela Universidade George Mason dos Estados Unidos, e lançado em 2006. O seu nome advém de uma corruptela do verbo Albanês zotëroj, que significa “dominar algo”. Da sua concepção até hoje, segue como um software de código aberto, que garante transparência e permite que tenha atualizações constantes, uma vez que o seu universo de usuários é extremamente grande.

Como usar?

O usuário precisa baixar o software no PC  e o plugin no navegador. Feito isso, com o plugin ativo, é possível criar uma biblioteca que vai de artigos em PDF à websites e vídeos.

O software de desktop é muito semelhante ao Mendeley. Veja só:

Desktop do Zotero.

Assim que você tiver a sua biblioteca criada, pode utilizar o plugin do word e gerar listas de referências automaticamente.

Plugin para o Word.

O Zotero tem como funcionalidade adicional o Zoterobib, que permite criar uma bibliografia online de forma rápida, gratuita e sem cadastro.

Essa é a cara do Zotero:

ZoteroBib

Para usar tal funcionalidade, basta copiar o URL, ISBN ou DOI do artigo e colar na busca do site e clicar em “cite”.

Tanto o Mendeley como o Zotero permitem que o usuário crie estilos de referência que lhe convém – ou que baixe os formatos amplamente utilizados por periódicos (inclusive a ABNT) de seus bancos de dados

Para finalizar, elaborei dois quadros comparativos. No primeiro, apresento em quais sistemas operacionais e editores de texto tem suporte aos gerenciadores de referências. No segundo, é possível verificar – objetivamente – as vantagens de cada um.

SoftwareWindowsMacOSLinuxAndroidIOSWORDGoogle Docs
MendeleySIMSIMSIMSIMSIMSIMNÃO
ZoteroSIMSIMSIMNÃONÃOSIMSIM
Suporte a sistemas operacionais e editores de texto
SoftwareDesktopMóvelNavegadorColaboracao entre paresArmazenamento na nuvemDiferentes formatos de fontes
MendeleySIMSIMSIMAté 3 pessoas2 GBApenas PDF
ZoteroSIMNÃOSIMIlimitado300 MBQualquer fonte
Funcionalidades e vantagens

Bem… é isso… Ambos softwares são muito bons, a escolha de um ou outro depende exclusivamente da sua afinidade com a ferramenta, necessidade de uso em aplicativos móveis e do tamanho do grupo de trabalho.

Eu utilizo o Mendely por dois motivos muito simples: 1. foi o que comecei a utilizar. Logo, estou bem familiarizado. 2. Ele atende ao meu uso, visto que não utilizo fontes que não sejam PDFs.

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