Utilizar tradutor online é suficiente para garantir a qualidade do meu trabalho?

A resposta curta é: não.

Mas vem comigo que vou explicar quando a tradução por máquina (ex: Google tradutor) pode ser útil e como você pode fazer dessa ferramenta uma aliada na hora de traduzir textos.

A lacuna dos tradutores online

É verdade que os aplicativos, dicionários e ferramentas de tradução online têm melhorado muito nos últimos anos. O próprio Google Tradutor – talvez a ferramenta mais popular da categoria – já conta com uma base de dados que é capaz de traduzir expressões populares, por exemplo.

Ainda assim, essa e outras máquinas de tradução possuem uma grande lacuna: o sentido. Apesar de ser possível traduzir um texto inteiro utilizando um App de tradução, perde-se parte do sentido do texto. Isso acontece porque os tradutores online reconhecem palavras e blocos de palavras limitados ao banco de dados que possuem, e portanto traduzem cada palavra ou expressão com base em sua “experiência”.

Dependendo do contexto, do tempo verbal das frases ou da gíria utilizada, o tradutor online vai gerar uma correspondência imprecisa ou até mesmo errada. Isso se torna especialmente verdade para textos acadêmicos, uma vez que eles geralmente são muito estritos à área objeto de estudo.

Quando utilizar ferramentas para tradução?

Sempre! Bem, quase sempre, na verdade.

Você pode fazer de tradutores online grandes aliados enquanto você estuda outro idioma ou está lendo um texto em outra língua e sente que precisa de mais segurança para compreender o significado de palavras e frases. Você também pode utilizar essas ferramentas para traduzir os seus textos e artigos, desde que você siga alguns “protocolos de segurança” que vou mencionar daqui a pouco.

O que você precisa compreender ao utilizar um tradutor online é que ele vai apresentar, em muitos momentos, a lacuna do sentido a que fiz referência anteriormente. E para não se deixar enganar por ela, tente identificar os tópicos a seguir quando estiver traduzindo.

Protocolo de segurança para utilizar um tradutor online

Além da tradução direta, quais são as outras sugestões que o tradutor me oferece?

Quando você traduz uma palavra, o tradutor geralmente apresentará, abaixo, outras sugestões para aquela mesma expressão. Para saber qual é a opção mais adequada ao significado que você está buscando, cheque todas as sugestões disponibilizadas e pesquise em um dicionário (pode ser online) o sentido e em que contexto você pode utilizar cada palavra.

Leia os exemplos sugeridos pelo dicionário.

Os dicionários online geralmente disponibilizam 3 ou mais exemplos de como utilizar a palavra que você buscou. Leia os exemplos e busque aquele que se aproxima mais do sentido que você procura para a frase que deseja traduzir.

Modifique alguns elementos da frase para fazer uma checagem de significado

Ao traduzir uma frase, para ter certeza de que o sentido está correto, você pode modificar alguns elementos dela para checar se a tradução se manteve ou se mudou completamente o significado.

Por exemplo: ao traduzir “she’s had enough”, modifique o verbo had para compreender qual é o significado da expressão ‘s na frase. Você pode modificar qualquer elemento e verificar os resultados para ter certeza de que o sentido do texto permaneceu intacto.

Quando procurar ajuda de um tradutor profissional?

Você pode procurar um serviço profissional a qualquer momento. Inclusive, como tradutora, eu encorajo você a fazer isso (haha). Mas existem casos em que a tradução técnica e profissional é indispensável.

Por exemplo, quando você precisa traduzir um artigo científico para outro idioma. Ou quando você quer traduzir um discurso e precisa ter certeza de que as expressões utilizadas são adequadas à situação.

Mesmo que você tenha conhecimento sobre o idioma alvo da sua tradução, é muito importante contar com o serviço de um profissional que faça, pelo menos, a revisão ou pós-edição do seu texto. O trabalho de de revisar e garantir que o vocabulário esteja adequado à situação, ao contexto e ao objetivo do texto é minucioso e exige muita técnica.

Onde encontrar tradutores profissionais?

Existem muitas plataformas onde você pode encontrar tradutores que trabalham com diversos pares de idiomas. Algumas delas são o Proz, TranslatorsCafe e, claro, você sempre pode dar uma pesquisada no LinkedIn.

Se você precisar de uma tradutora muitíssimo dedicada que trabalhe com os idiomas Inglês e Português, você pode mandar um e-mail aqui para o blog solicitando orçamento.

Espero ter ajudado!

Se você tiver dúvidas ou se quiser mais dicas, comenta aqui embaixo! <3

Como aprender a pensar em outro idioma?

Quando começamos a estudar outro idioma, é natural que nossa mente traduza as frases ao invés de formá-las diretamente no nosso idioma alvo. O processo de pensar diretamente em inglês, espanhol ou francês, por exemplo, exige que você torne o seu vocabulário uma resposta automática.

Falar outro idioma pode ser comparado a dirigir: no início, você precisa pensar para executar os comandos que o veículo exige a fim de te levar na direção correta. Depois de muita prática, no entanto, esses comandos se tornam respostas automáticas do seu corpo. Quando você fica muito tempo sem dirigir, no entanto, ao tentar dirigir novamente você precisa se acostumar às ações outra vez – você ainda conhece os comandos, mas não os utiliza com tanta agilidade.

Ao aprender um novo idioma, inicialmente precisamos traduzir as frases – do mesmo modo que precisamos pensar antes de acionar uma marcha em um carro. Mas depois de revisitarmos (ativamente!) um vocabulário por muitas vezes, ele se torna automático na nossa cabeça. Concluindo essa analogia, quando ficamos muito tempo sem praticar um idioma, apesar de conhecermos o vocabulário, nossas respostas já não são mais tão automáticas.

Se você já estudou uma língua e não atingiu o progresso que desejava ou, ainda, se parou de praticar e perdeu o progresso que já tinha atingido, continue lendo porque temos umas dicas pra te ajudar a tornar esse segundo idioma automático (e mantê-lo no modo automático pra sempre!).

Primeiro passo: estude chunks e não palavras soltas

Chunks de linguagem são sequências de palavras faladas por nativos de um idioma e que são a forma mais apropriada e natural para expressar alguma coisa. São frases, palavras ou expressões que se repetem em uma língua e podem ser, ou não, gramaticalmente corretas.

No português, por exemplo, chunks muito conhecidos são: pois é; como assim?; fala sério; meu deus; falando nisso…; imagina!; uma vez na vida e outra na morte etc.

A maneira mais eficiente de estudar um idioma é utilizar chunks de linguagem – não só por ser um caminho rápido, mas também porque os chunks são uma garantia de que você estará se apropriando dos termos mais utilizados e aceitos pelos nativos daquele idioma.

Se você gosta de estudar ou ensinar idiomas e quer aprofundar seus conhecimentos nesse tema, sugerimos a leitura do livro Teaching Chunks of Language: from noticing to remembering, de Frank Boers e Seth Lindstromberg, e você pode encontrá-lo aqui.

Em breve, o Quero Publicar vai lançar mais materiais sobre chunks e como utilizá-los para aprender mais e mais rapidamente. Fique ligado nos nossos posts e também nas redes sociais!

Segundo passo: repetição, repetição e repetição!

O segredo para tornar um chunk conhecido em um chunk automático é muito simples e, nesse ponto do texto, acho que você já sabe sobre quem estamos falando, né? É dela mesmo… a repetição.

Apesar de ser um processo cansativo, revisitar o vocabulário aprendido é essencial para a fluência em qualquer idioma. É somente através da repetição (da prática) que nos apropriamos do nosso objeto de estudo.

Mantenha-se em contato com o idioma que você está estudando. Pode ser através de músicas, livros, filmes, séries ou qualquer outro material ou atividade que te permita praticar seu conhecimento adquirido.

Terceiro passo: estude ativamente

A fluência ou a automatização de um idioma no nosso cérebro dificilmente vai acontecer somente através da leitura. E, especialmente se tratando pensar em outra língua, é indispensável incorporar métodos ativos de estudo e aprendizagem.

Além de manter-se em contato com o idioma, é preciso praticá-lo das formas mais variadas possíveis: escrevendo, lendo, falando e ouvindo.

Estudar de maneira ativa é, basicamente, tentar. E o aprendizado acontece em ciclos de tentativa, erro, tentativa, acerto, repetição. Uma vez que você aceita esse processo e incorpora práticas variadas aos seus momentos de estudo, sua mente vai, aos poucos, naturalizando o vocabulário estudado e adotando ele como uma resposta automática e ágil.

É isso por hoje, folks!

Espero ter ajudado e, se tiver qualquer dúvida, comenta aí!

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Gratidão. 

coisas que você pode lançar no lattes e, provavelmente, não sabia (parte 2)

há pouco mais de um ano, publicamos um texto com algumas dicas para atualização do currículo lattes, e ele fez o maior sucesso! de lá pra cá, algumas coisas mudaram na plataforma – e outras novas surgiram… por isso [e também porque ainda seguimos com a vida acadêmica exclusivamente online], resolvemos escrever esse texto, complementando o anterior.

acesse seu lattes, se acomode na cadeira e veeeeem ;D

redes sociais websites e blogs (sim, é possível colocar no lattes!)

você integra algum grupo de pesquisa que tem página no IG e és o responsável pela sua atualização?
atualiza o facebook, o instagram e/ou o blog de um projeto acadêmico, social ou de temática ligada a sua área de atuação?
cê pode colocar no lattes!
ó o caminho:
Produções > Produção Técnica > Redes sociais, websites e blogs.

#dica: caso o projeto se encaixe em Educação e Popularização de Ciência & Tecnologia, lance a informação como tal, no menu “Educação e Popularização de C&T ;D

marca registrada (isso, mesmo! marca também pode ir para o lattes!)

você registrou uma marca para si ou para terceiros? põe no lattes!
o caminho é:
Patentes e Registros > Marca registrada

ao incluir um novo item, você precisará selecionar a instituição onde a marca foi depositada. atualmente, a lista é a seguinte:

atenção: é preciso ter o número do protocolo em mãos!

bem… por hoje é só.

você já conhecia essas possibilidades?! libere o adolescente que habita em ti e comenta aí! e, precisando de uma ajudinha com o lattes, estamos à disposição 😉

ah, e se quiser participar da nossa próxima oficina, registre o seu interesse aqui ;D

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Gratidão. 

Como escrever um artigo utilizando a Técnica Pomodoro

Escrever pode ser desafiador, especialmente quando dependemos unicamente de motivação – que é um recurso limitado e flutuante em nossas vidas. [É normal sentir-se desmotivado em certos momentos, ok?]

Felizmente, existem alguns recursos aos quais podemos recorrer quando estamos escrevendo. Um deles é a disciplina: manter-se consistente no processo de escrita, mesmo quando a vontade está em falta. Mas isso é assunto para um outro texto… Hoje nós vamos ensinar você a utilizar a Técnica Pomodoro, uma ferramenta de manutenção de tempo, para otimizar o seu desempenho durante o desenvolvimento do seu texto.

O que é a Técnica Pomodoro?

Do italiano, “pomodoro” significa “tomate”, que era o formato do cronômetro utilizado por Francesco Cirillo, criador da técnica.

Nos anos 1980, Cirillo utilizou seu cronômetro para contar intervalos de tempo, os pomodoros, para dividir seus estudos quando era universitário. Desde então, a técnica vem sendo popularizada cada vez mais, por ser um método efetivo de administração do tempo no trabalho e nos estudos.

Funciona assim:

Você deve dividir o seu tempo disponível em blocos de (1) trabalho/estudo, (2) intervalo curto e (3) intervalo longo.

Os blocos de trabalho/estudo serão os maiores, e você deve estabelecê-los de acordo com o tempo que dura o seu foco. Se você consegue permanecer focado durante períodos longos, como 45 minutos ou uma hora, estabeleça um bloco com essa medida. Se o seu foco dura cerca de 15 a 20 minutos, o bloco deve ter essa duração.

Quanto aos intervalos, os intervalos curtos devem ocorrer com mais frequência do que os longos – e devem ser curtos, mesmo, viu? O objetivo de fazer essas pequenas pausas é apenas descansar a mente por alguns instantes antes de você retornar ao foco total. Geralmente, esses intervalos duram 5 minutos.

E, finalmente, os intervalos longos devem durar um pouco mais – cerca de 15 a 30 minutos. Seu objetivo é fazer você relaxar um pouco mais a fim de evitar efeitos como o burnout.

Exemplos de pomodoros:

a) 25 minutos de foco / 5 minutos de intervalo curto / 25 minutos de foco / 15 minutos de intervalo longo (repetindo-se o ciclo por quantas horas você tiver disponível).

b) 15 minutos de foco / 2 minutos de intervalo curto / 15 minutos de foco / 10 minutos de intervalo longo.

c) 50 minutos de foco / 10 minutos de intervalo curto / 50 minutos de foco / 30 minutos de intervalo longo.

Mas você pode (e deve!) adaptar os pomodoros ao seu tempo ideal de foco e descanso.

Como escrever um artigo com a ajuda da Técnica Pomodoro?

O primeiro passo para utilizar a técnica pomodoro a seu favor na hora de escrever um artigo é identificar quanto tempo dura, aproximadamente, o seu foco. Uma vez que você tem essa noção, deve adaptar o seu pomodoro de foco e intervalo curto.

Digamos que você consegue permanecer focado na escrita por 20 minutos sem se sentir fatigado. Estabeleça, então, um pomodoro de foco de 20 minutos, e um pomodoro de intervalo que não exceda 5 minutos (assim você consegue descansar sem perder sua linha de raciocínio).

Para os intervalos longos, estabeleça um período de tempo em que você possa se distrair com alguma outra coisa, mas que ainda assim permita que você esteja pronto para retornar ao trabalho. Seguindo o exemplo acima, um intervalo longo adequado seriam 15 minutos. Durante esse pomodoro, você pode fazer um chá, um café ou até mesmo um lanche. Outras boas ideias são: alongamento, uma caminhada curta, um banho… enfim, acho que você pegou a ideia.

Como escrever durante os pomodoros?

Agora tratando diretamente sobre o seu artigo: se a sua pesquisa já estiver encaminhada e você já tiver os dados organizados, basta organizar o que fazer em cada pomodoro (e, falando nisso, você pode utilizar um pomodoro especialmente para essa organização).

Se você ainda precisa fazer busca de referências ou definir como vai desenvolver o artigo, aqui vai uma ideia de como utilizar os blocos de tempo:

Separe um ou dois pomodoros (a depender do seu tempo de foco) para escrever a delimitação do problema, a definição da hipótese, os objetivos (geral e específicos), a metodologia e detalhes dessa natureza.

Depois de um intervalo curto (se você utilizou um pomodoro) ou de um intervalo longo (se você utilizou dois ou mais), separe um bloco de tempo para estruturar o texto (resumo, introdução, títulos, subtítulos, considerações finais) e definir previamente o que cada parte do texto deve encobrir.

Caso necessário, separe alguns pomodoros para fazer a busca de referências.

Por fim, utilize um bloco de tempo (ou mais) para efetivamente escrever cada parte do seu texto.

Exemplo: 1 pomodoro para o resumo, 1 pomodoro para traduzir o resumo, 2 pomodoros para a introdução, 3 pomodoros para o primeiro título, 3 para o segundo e 2 para a conclusão.

O processo todo provavelmente vai ter que ser dividido em alguns dias, é claro. Mas utilizar essa técnica ajuda (e muito!) a otimizar a utilidade do seu tempo – experiência própria falando.

Tudo pronto pra começar? A gente já sabe que o seu artigo vai ficar ótimo!

Você já utilizou os pomodoros? Conta pra gente! Vamos adorar saber sobre a sua experiência com a técnica e seu ponto de vista pode ser enriquecedor para outros leitores aqui do blog.

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Gerenciadores de referências

Neste post, apresentaremos uma solução para dar fim a uma das maiores dificuldades que enfrentamos quando escrevemos um texto científico: gerenciar as referências.

A batalha pela formatação

Garantir que todas as referências estejam devidamente citadas, e fazer a lista bibliográfica é um tormento! Tormento que aflige a todos, pesquisadores, em algum momento.

É que cada veículo – seja ele revista ou universidade -, tem um padrão de estilo para as citações e para a bibliografia. Costumeiramente, usamos a ABNT, contudo essa forma apenas é valida no Brasil, e quase exclusivamente exigida por Instituições de ensino, não por periódicos.

Gerenciar as referências torna-se ainda mais problemático quando trabalhamos em grupo (de verdade, tá? não quando só um faz e coloca o nome dos demais), e cada autor inclui uma ou mais referências no pedaço que contribui para o trabalho.

Assim, sem o devido cuidado, ajustar a formatação torna-se um problemão!

Conferir se todas as referências estão realmente citadas e, por fim, gerar e atualizar as referências, pode ser uma verdadeira batalha (contra o tempo, o texto e com sua própria paciência ;D).

Para facilitar o seu trabalho, trago uma boa notícia: existem diversos softwares desenhados especificamente para gerenciar referências…. gratuitos, pagos, de código aberto ou não, com funcionalidade de nuvem, compatíveis com smartphones etc.

Desses softwares, os que considero mais amigáveis são o Mendeley e o Zotero.

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Resultado de imagem para MENDELEY LOGO
Softwares de gerenciamento de referências

Mendeley

O Mendeley foi criado em 2008, no Reino Unido, e seu nome homenageia dois grandes pesquisadores, Gregor Mendel – biólogo, e Dmitri Mendeleyev – químico. Ele é gratuito e, hoje, o software é propriedade da Elsevier.

Como usar?

O usuário deve realizar um cadastro e, em seguida, baixar o aplicativo no PC (ou sua versão mobile). Feito isso, adicionar uma extensão no seu navegador de preferência, pra facilitar maaaais ainda.

Versão (do meu) Desktop

Os artigos que você selecionou para estudar ficam na “my library”, podendo serem subclassificados por pastas. [Eu classifico por área do conhecimento quando estou lendo e ,quando vou escrever o artigo, crio uma pasta exclusiva para ele e transfiro todo o referencial necessário para ela.]

No centro da imagem que colei acima, que corresponde ao meu banco de referências no Mendeley, tem a lista de todos arquivos, divididos em colunas por autor, título, ano, fonte (se periódico, norma técnica ou livro) e added, ou seja, quando o arquivo foi adicionado na biblioteca.

Atenção

É importante ressaltar que não importa o nome que você deu para o arquivo ao salvar no PC, pois o Mendeley extrai os metadados e completa a tabela por você.

Na terceira parte da tela fica uma visualizacao rápida do arquivo com os metadados extraidos, as suas anotações e o que esta compõem o artigo.

Seja qual das versões utilizar, todas as suas referências ficarão salvas na nuvem. Dessa forma, caso utilize mais de uma, elas estarão sempre sincronizadas, permitindo assim que o usuário possa trocar de computador sem que perca nenhuma das referências.

O Mendely tem a capacidade de extrair os metadados dos arquivos (PDF) que você baixar. E como o aplicativo tem um leitor de PDF embutido, é possível fazer anotações e fichamentos no arquivo. Ah… ele também tem um plugin para o navegador, permitindo extrair os metadados dos artigos sem precisar baixá-los. Veja ele ativo nesta imagem:

plugin ativo no (meu) firefox

Contudo, a funcionalidade mais interessante é o seu plugin para o word, pois ela permite citar, atualizar e gerar a lista bibliográfica de forma extremamente simples.

Plugin do (meu) word

ZOTERO

O Zotero foi desenvolvido pela Universidade George Mason dos Estados Unidos, e lançado em 2006. O seu nome advém de uma corruptela do verbo Albanês zotëroj, que significa “dominar algo”. Da sua concepção até hoje, segue como um software de código aberto, que garante transparência e permite que tenha atualizações constantes, uma vez que o seu universo de usuários é extremamente grande.

Como usar?

O usuário precisa baixar o software no PC  e o plugin no navegador. Feito isso, com o plugin ativo, é possível criar uma biblioteca que vai de artigos em PDF à websites e vídeos.

O software de desktop é muito semelhante ao Mendeley. Veja só:

Desktop do Zotero.

Assim que você tiver a sua biblioteca criada, pode utilizar o plugin do word e gerar listas de referências automaticamente.

Plugin para o Word.

O Zotero tem como funcionalidade adicional o Zoterobib, que permite criar uma bibliografia online de forma rápida, gratuita e sem cadastro.

Essa é a cara do Zotero:

ZoteroBib

Para usar tal funcionalidade, basta copiar o URL, ISBN ou DOI do artigo e colar na busca do site e clicar em “cite”.

Tanto o Mendeley como o Zotero permitem que o usuário crie estilos de referência que lhe convém – ou que baixe os formatos amplamente utilizados por periódicos (inclusive a ABNT) de seus bancos de dados

Para finalizar, elaborei dois quadros comparativos. No primeiro, apresento em quais sistemas operacionais e editores de texto tem suporte aos gerenciadores de referências. No segundo, é possível verificar – objetivamente – as vantagens de cada um.

SoftwareWindowsMacOSLinuxAndroidIOSWORDGoogle Docs
MendeleySIMSIMSIMSIMSIMSIMNÃO
ZoteroSIMSIMSIMNÃONÃOSIMSIM
Suporte a sistemas operacionais e editores de texto
SoftwareDesktopMóvelNavegadorColaboracao entre paresArmazenamento na nuvemDiferentes formatos de fontes
MendeleySIMSIMSIMAté 3 pessoas2 GBApenas PDF
ZoteroSIMNÃOSIMIlimitado300 MBQualquer fonte
Funcionalidades e vantagens

Bem… é isso… Ambos softwares são muito bons, a escolha de um ou outro depende exclusivamente da sua afinidade com a ferramenta, necessidade de uso em aplicativos móveis e do tamanho do grupo de trabalho.

Eu utilizo o Mendely por dois motivos muito simples: 1. foi o que comecei a utilizar. Logo, estou bem familiarizado. 2. Ele atende ao meu uso, visto que não utilizo fontes que não sejam PDFs.

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Comente aqui! É a primeira vez que participo de um projeto de humanas! (risos)
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E, também, minha página dentro do site do grupo de pesquisa que integro atualmente: SaferUp!

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